Seminário reúne especialistas para discutir importância de manejo integrado do fogo no Pantanal
02/04/2025
(Foto: Reprodução) Evento discutiu estratégias para evitar que incêndios voltem a destruir milhares de hectares do bioma. Seminários reuniu especialistas em Campo Grande (MS).
Rafaela Moreira
O Seminário Internacional de Manejo Integrado do Fogo no Pantanal reuniu, nesta quarta-feira (2), profissionais no combate ao fogo, para debater políticas de prevenção a incêndios na região, em Campo Grande (MS).
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O evento reuniu especialistas, pesquisadores, autoridades e gestores públicos e privados do Brasil e de outros países, para compartilhar experiências na superação de desafios da política de Manejo Integrado do Fogo, equivalentes aos enfrentados no Pantanal.
O objetivo foi discutir estratégias e evitar que incêndios destruam milhares de hectares do bioma, como em anos anteriores.
Conforme a pesquisadora Navashini Govender, que há mais de 30 anos trabalha com o manejo do fogo, entre as ações práticas de combate está a agilidade para detectar as chamas. Segundo ela, quanto mais rápido as chamas forem detectadas, mais rápido os brigadistas podem entrar em ação, e quanto menor for o fogo, melhor ele pode ser combatido.
Em 2024, o Pantanal perdeu mais de 2 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso. Para esse ano, a preocupação é com a baixa quantidade de chuvas previstas. Conforme o diretor de comunicação do Instituto S.O.S. Pantanal, Gustavo Figueiroa, para evitar que a tragédia se repita, a integração entre diferentes campos é essencial para elevar o nível técnico.
"São pessoas muito boas que fazem isso há muitos anos em outros paises e já viram dar certo, então trazer essas experiências que ja tiveram em outros paises para o Brasil, pra gente evitar os erros que eles cometeram e acelerar esse processo, porque a gente não tem muito tempo pra ficar errando", destacou.
Incêndios anteriores
Em 2024, foram 802.875 hectares queimados no Pantanal de 1º de janeiro a 23 de julho de 2024. Se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 32 mil hectares foram queimados, o número de 2024 é 2.362% maior.
As queimadas no Pantanal em 2024 também superaram o ano recorde de queimadas no bioma, segundo a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em 2020, de janeiro a julho, foram destruídos 395.075 hectares. Se comparados os dois períodos, o aumento em 2024 é de 103%.
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